Venvanse

Bula do remédio Venvanse. Princípios Ativos Dimesilato de Lisdexanfetamina.


Para quê serve Venvanse?

VENVANSE é indicado para o tratamento do Transtorno de Hiperatividade e Déficit de Atenção (THDA).


Quando não devo usar este medicamento?

Arterioesclerose avançada, doença cardiovascular sintomática, hipertensão moderada a grave, hipertireoidismo, sensibilidade conhecida ou reação de idiosincrasia a aminas simpatomiméticas, glaucoma.

Estados de agitação.

Pacientes com histórico de abuso de drogas.

Durante ou dentro do prazo de 14 dias após a administração de inibidores da monoaminoxidase (podem ocorrer crises hipertensivas).


Como usar Venvanse?

As anfetaminas não são recomendadas para crianças com menos de 3 anos de idade. VENVANSE não foi estudado em crianças com idade inferior a 6 anos ou superior a 12 anos.

VENVANSE deve ser tomado pela manhã. A tomada na parte da tarde deve ser evitada devido ao potencial para insônia.

VENVANSE pode ser tomado com ou sem alimentos.

As cápsulas de VENVANSE devem ser tomadas inteiras ou podem ser abertas e o seu conteúdo dissolvido em um copo com água. A solução deve ser consumida imediatamente e não deve ser guardada. A dose de uma única cápsula não deve ser dividida. O conteúdo total da cápsula deve ser tomado e os pacientes não devem tomar mais de uma cápsula por dia.

Quando possível, a administração do medicamento deve ser interrompida ocasionalmente para determinar se há recorrência suficiente de sintomas comportamentais para exigir a continuação do tratamento.

Posologia
A dose deve ser individualizada de acordo com a necessidade terapêutica e a resposta do paciente. VENVANSE deve ser administrado na menor dose efetiva.

Em crianças com idade de 6 a 12 anos que estão iniciando o tratamento pela primeira vez ou mudando de outra medicação, 30 mg uma vez ao dia pela manhã é a dose recomendada. Se, a critério do médico, a dose for aumentada acima de 30 mg/dia, a dose diária deve ser ajustada em aumentos de 10 mg ou 20 mg em intervalos aproximados de uma semana. A dose máxima recomendada é 70 mg/dia; doses de VENVANSE acima de 70 mg/dia não foram estudadas.

Uso por tempo prolongado
A efetividade de VENVANSE em uso por tempo prolongado, isto é, por mais de quatro semanas, não foi avaliada de forma sistemática em estudos controlados. Portanto, o médico que optar pelo uso de VENVANSE por períodos prolongados deve reavaliar periodicamente a utilidade do medicamento em longo prazo para o paciente individual.


Quais os males que este medicamento pode me causar?

Experiência de estudos clínicos
O programa de desenvolvimento pré-comercialização de VENVANSE incluiu exposições em um total de 762 participantes de estudos clínicos (348 pacientes pediátricos, 358 pacientes adultos e 56 voluntários sadios adultos). Entre eles, 348 pacientes pediátricos (idade de 6 a 12 anos) foram avaliados em dois estudos clínicos controlados (um de grupo paralelo e um cruzado), um estudo de extensão aberto e um estudo de farmacologia clínica de dose única. A informação incluída neste item é baseada em dados de estudos clínicos controlados, de grupo paralelo, de 4 semanas de duração, em pacientes pediátricos com THDA. As reações adversas foram avaliadas pela coleta de eventos adversos, resultados de exames físicos, sinais vitais, pesos, exames laboratoriais e ECGs.

As reações adversas durante a exposição foram obtidas primariamente por investigação geral e registradas pelos investigadores clínicos usando terminologia de sua própria escolha. Consequentemente, não é possível fornecer uma estimativa significativa da proporção de indivíduos que experimentaram reações adversas sem primeiro agrupar os tipos similares de reações em um número menor de categorias de reações padronizadas. Nas tabelas e listas a seguir foi usada a terminologia do MedDRA para classificar as reações adversas relatadas.

As freqüências das reações adversas informadas representam a proporção de indivíduos que experimentaram uma reação adversa emergente do tratamento do tipo listado pelo menos uma vez.

Reações adversas associadas com a descontinuação do tratamento em estudos clínicos
No estudo pediátrico controlado (idade de 6 a 12 anos), 10% (21/28) dos pacientes tratados com VENVANSE descontinuaram devido a reações adversas em comparação com 1% (1/72) dos que receberam placebo. Os eventos adversos mais freqüentes que levaram à descontinuação do tratamento e que foram considerados relacionados ao fármaco (isto é, levando à descontinuação em pelo menos 1% dos pacientes tratados com VENVANSE e em freqüência de pelo menos o dobro daquela do placebo) foram critérios de voltagem do EEG para hipertrofia ventricular, tique, vômito, hiperatividade psicomotora, insônia e erupção cutânea (2/218 cada um; 1%).

Reações adversas que ocorreram com incidência de 2% entre os pacientes tratados com VENVANSE em estudos clínicos
As reações adversas relatadas nos estudos controlados em crianças tratadas com VENVANSE ou placebo são apresentados na Tabela 1 a seguir. O prescritor deve estar ciente que estes números não podem ser usados para predizer a incidência de reações adversas no curso da prática médica usual, onde as características dos pacientes e outros fatores diferem daqueles que prevaleceram nos estudos clínicos. De forma similar, as freqüências citadas não podem ser comparadas com os números obtidos de outras investigações clínicas envolvendo diferentes usos do tratamento e investigadores. Entretanto, os números citados fornecem ao médico prescritor alguma base para estimar a contribuição relativa do fármaco e fatores não relacionados ao fármaco para a taxa de incidência de reação adversa na população estudada.

Adicionalmente, as seguintes reações adversas foram observadas em pacientes pediátricos utilizando Venvanse nos estudos clínicos:
Desordens do Sistema Imunológico:
Incomuns (≥ 0,1% e
Desordens metabólicas e de nutrição
Comuns (≥ 1% e
Desordens Psisquiátricas
Comuns (≥ 1% e
Incomuns (≥ 0,1% e
Desordens do sistema nervoso
Muito comuns (≥ 10%) Cefaleia
Distúrbios visuais
Incomuns (≥ 0,1% e
Desordens cardíacas
Incomuns (≥ 0,1% e
Desordens respiratórias, torácicas e mediastinais
Incomuns (≥ 0,1% e
Desordens gastrintestinais
Incomuns (≥ 0,1% e
Desordens gerais e condições no local da administração
Incomuns (≥ 0,1% e
Investigações
Incomuns (≥ 0,1% e
Relatos pós-comercialização
As reações adversas a seguir foram identificadas com o uso de VENVANSE após sua aprovação. Uma vez que estas reações são relatadas voluntariamente de uma população de tamanho indefinido, não é possível estimar de forma confiável a sua freqüência ou estabelecer uma relação causal com a exposição ao fármaco.

Distúrbios cardíacos
Distúrbios visuais
Distúrbios do sistema imunológico: reação anafilática
Distúrbio do Sistema Nervoso: convulsão, discinesia, inquietação, tremor
Transtornos psiquiátricos: episódios psicóticos, episódios maníacos, alucinação, ansiedade, euforia.

Distúrbio da Pele e Tecido Subcutâneo: síndrome de Stevens-Johnson, angioedema, urticária, hiperidrose.

Reações adversas associadas ao uso de anfetamina
Cardiovascular: palpitações, taquicardia, elevação da pressão arterial, morte súbita, infarto do
miocárdio. Houve relatos isolados de cardiomiopatia associada ao uso crônico de anfetamina.

Sistema Nervoso Central: episódios psicóticos em doses recomendadas, superestimulação, inquietação, vertigem, insônia, euforia, discinesia, disforia, depressão, tremor, cefaleia, exacerbação de tiques motores e fônicos e síndrome de Tourette, convulsões, acidente vascular cerebral.

Gastrintestinal: boca seca, gosto desagradável, diarreia, constipação, outros transtornos gastrintestinais.

Alérgica: urticária, erupções cutâneas e reações de hipersensibilidade, incluindo angioedema e anafilaxia. Reações graves de pele, incluindo síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica crônica foram relatadas.

Endócrina: impotência, alterações da libido.

Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.


O que devo saber antes de usar este medicamento?

O abuso deste medicamento pode causar dependência.
As anfetaminas têm alto potencial de abuso. a administração de anfetaminas por períodos prolongados pode levar á dependência do fármaco. Atenção particular deve ser dada à possibilidade de indivíduos obterem anfetaminas para uso não-terapêutico ou distribuição para outros e os fármacos devem ser prescritos ou dispensados com critério.
O uso indevido de anfetaminas pode causar morte súbita e eventos adversos cardiovasculares graves.

Eventos Cardiovasculares Sérios
Morte súbita e anormalidades estruturais cardíacas pré-existentes ou outros problemas cardíacos graves
Crianças e Adolescentes: Morte súbita, associada ao tratamento com estimulantes do sistema nervoso central em doses usuais, foi relatada em crianças e adolescentes com anormalidades estruturais cardíacas ou outros problemas graves do coração. Embora alguns problemas cardíacos graves isolados levem consigo um risco aumentado de morte súbita, produtos estimulantes em geral não devem ser usados em crianças ou adolescentes com anormalidades cardíacas estruturais graves, cardiomiopatia, anormalidades graves do ritmo cardíaco ou outros problemas cardíacos graves que possam aumentar a sua vulnerabilidade para os efeitos simpatomiméticos de fármacos estimulantes. (veja Contraindicações).

Hipertensão e outras condições cardiovasculares
Os medicamentos estimulantes causam um aumento modesto na pressão arterial média (cerca de 2-4 mm Hg) e na freqüência cardíaca média (cerca de 3-6 bpm) e, individualmente, pode haver aumentos maiores. Embora não seja esperado que as mudanças médias isoladas tenham conseqüência a curto prazo, todos os pacientes devem ser monitorados para mudanças maiores na freqüência cardíaca e na pressão arterial. Recomenda-se cautela ao tratar pacientes cujas condições médicas subjacentes possam ser comprometidas por aumentos na pressão arterial ou na freqüência cardíaca, como por exemplo, naqueles com hipertensão pré-existente, insuficiência cardíaca, infarto do miocárdio recente ou arritmia ventricular (veja Contraindicações).

Avaliação do estado cardiovascular em pacientes em tratamento com medicamentos estimulantes
As crianças que estão sendo cogitadas para tratamento com medicamentos estimulantes devem ter histórico (incluindo avaliação de história familiar de morte súbita ou arritmias ventriculares) e exame físico criteriosos para avaliar a presença de doença cardíaca e devem ser submetidos à avaliação cardiológica adicional se os achados sugerirem tal doença (como por exemplo, eletrocardiograma e ecocardiograma). Os pacientes que desenvolvem sintomas tais como dor torácica ao exercício, VENVANSE (dimesilato de lisdexanfetamina) síncope não explicada ou outros sintomas sugestivos de doença cardíaca durante o tratamento com estimulante devem ser submetidos à avaliação cardíaca imediata.

Eventos adversos psiquiátricos
Psicose pré-existente
A administração de estimulantes pode exacerbar sintomas de distúrbio do comportamento e transtorno de pensamento em pacientes com transtorno psicótico pré-existente.

Doença bipolar
Cuidado particular deve ser observado ao usar estimulantes para tratar THDA em pacientes com transtorno bipolar comórbido devido à preocupação com a possível indução de episódio misto/maníaco em tais pacientes. Antes de iniciar o tratamento com estimulantes, os pacientes com sintomas de depressão comórbida devem ser selecionados de forma adequada para determinar se estão sob risco de transtorno bipolar. Tal seleção deve incluir história psiquiátrica detalhada, incluindo história familiar de suicídio, transtorno bipolar e depressão.

Emergência de Sintomas Psicóticos ou Maníacos Novos
Sintomas psicóticos ou maníacos emergentes do tratamento, como alucinações, pensamento delirante ou mania em crianças e adolescentes sem história anterior de doença psicótica ou mania podem ser causados por estimulantes em doses usuais. Se tais sintomas ocorrerem, deve-se considerar o papel do estimulante como possível causa e a descontinuação do tratamento pode ser apropriada. Em uma análise agrupada de múltiplos estudos de curto prazo controlados com placebo, tais sintomas ocorreram em cerca de 0,1% (4 pacientes com eventos entre 3482 expostos ao metilfenidato ou à anfetamina por várias semanas na dose usual) dos pacientes tratados com estimulantes comparado com zero em pacientes tratados com placebo.

Agressão
Comportamento agressivo ou hostilidade são observados, em geral, em crianças e adolescentes com TDAH e têm sido relatados em estudos clínicos e pela experiência pós-comercialização de alguns medicamentos indicados para o tratamento de THDA. Embora não haja evidência sistemática que os estimulantes causem comportamento agressivo ou hostilidade, os pacientes iniciando o tratamento de TDAH devem ser monitorados para o aparecimento ou agravamento de comportamento agressivo ou hostilidade.

Convulsões
Há alguma evidência clínica que os estimulantes podem diminuir o limiar convulsivo em pacientes com história prévia de convulsões, em pacientes com anormalidade prévias do EEG na ausência de convulsões e, muito raramente, em pacientes com história de convulsões e sem evidência prévia de convulsões no EEG. O medicamento deve ser descontinuado na presença de convulsões.

Distúrbios Visuais
Dificuldade de acomodação e visão borrada foram relatadas durante o tratamento com estimulantes.

Tiques
Há relatos que as anfetaminas exacerbam os tiques motores e fônicos e a síndrome de Tourette. Portanto, a avaliação clínica para tiques e síndrome de Tourette deve preceder o uso de medicamentos estimulantes.

Interrupção do crescimento a longo prazo
O acompanhamento cuidadoso do peso e da altura de crianças com idade entre 7 e 10 anos que foram randomizadas para grupos de tratamento com metilfenidato ou sem medicação por 14 meses, assim como em subgrupos naturalistas de crianças tratadas recentemente com metilfenidato e não tratadas com medicamento por 36 meses (até a idade de 10 a 13 anos), sugere que crianças medicadas consistentemente (isto é, recebendo tratamento 7 dias por semana durante o ano todo) têm um redução temporária da taxa de crescimento (em média, um total de 2 cm a menos na altura e 2,7 kg a menos no peso em 3 anos), sem evidência de rebote do crescimento durante este período de desenvolvimento. Em um estudo controlado de anfetamina (razão de 3:1 de enantiômero d- para l-) em adolescentes, a média de alteração do peso dentro das 4 semanas iniciais de tratamento em relação à linha de base foi – 0,5 kg e – 1,3 kg, respectivamente, para pacientes recebendo 10 mg e 20 mg de anfetamina. Doses maiores foram associadas com maior perda de peso dentro das 4 semanas iniciais de tratamento. Em um estudo controlado de Venvanse em crianças com idade de 6 a 12 anos, a média da perda de peso após 4 semanas de tratamento em relação à linha de base foi -0,41 kg, – 0,86 kg e -1,13 kg, respectivamente, para pacientes recebendo 30 mg, 50 mg e 70 mg de VENVANSE em comparação com 0,45 kg de ganho de peso para pacientes recebendo placebo. Doses maiores foram associadas a perda de peso maior com 4 semanas de tratamento. O acompanhamento cuidadoso do peso em crianças com idade de 6 a 12 anos que receberam VENVANSE por 12 meses sugere que crianças medicadas consistentemente (isto é, tratadas 7 dias por semana durante o ano todo) têm uma diminuição da taxa de crescimento, determinada pelo peso corporal e demonstrada por uma mudança média normalizada para idade e sexo em relação a linha de base, em percentil, de – 13,4 durante um ano (as médias dos percentis na linha de base e em 12 meses foram 60,6 e 47,2, respectivamente). Portanto, o crescimento deve ser monitorado durante o tratamento com estimulantes e pode ser necessário interromper o tratamento dos pacientes que não estiverem crescendo ou ganhando peso conforme esperado.

Prescrição e dispensação
A menor quantidade possível de anfetamina deve ser prescrita ou dispensada de uma vez a fim de minimizar a possibilidade de dose excessiva. VENVANSE deve ser usado com cautela em pacientes que usam outros fármacos simpatomiméticos.

Uso em idosos
VENVANSE não foi estudo na população idosa.

Uso em crianças
VENVANSE é indicado para uso em crianças com THDA e idade de 6 a 12 anos. VENVANSE não foi estudado em crianças com idade inferior a 6 anos ou em adolescentes. Os efeitos das anfetaminas por tempo prolongado em crianças não foram bem estabelecidos. As anfetaminas não são recomendadas para uso em crianças com menos de 3 anos de idade.

Foi conduzido um estudo nos quais ratos jovens receberam doses de 4, 10 ou 40 mg/kg/dia de dimesilato de lisdexanfetamina do 7º ao 63º dia de idade. Estas doses são aproximadamente 0,3, 0,7 e 3 vezes a dose diária máxima de 70 mg recomendada em seres humanos, com base em mg/m2. Diminuições no consumo alimentar, ganho de peso corporal e comprimento craniocaudal relacionados à dose foram observados; após um período de recuperação de 4 semanas sem medicação, os pesos e os comprimentos craniocaudal apresentaram recuperação significante em fêmeas, mas ainda estavam substancialmente reduzidos nos machos. O tempo para abertura da vagina foi retardado nas fêmeas com a maior dose, mas não houve efeito do fármaco sobre a fertilidade quando os animais foram acasalados a partir de 85 dias de idade.

Em um estudo no qual cães jovens receberam dimesilato de lisdexanfetamina por 6 meses a partir da 10ª semana de idade, foi observado peso reduzido em todas as doses testadas (2, 5 e 12 mg/kg/dia, que são aproximadamente 0,5, 1 e 3 vezes a dose diária máxima recomendada em seres humanos com base em mg/m2). Este efeito foi revertido parcial ou totalmente durante um período de recuperação de 4 semanas sem medicação.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas
As anfetaminas podem prejudicar a habilidade do paciente de executar atividades potencialmente arriscadas como operar máquinas e veículos e, portanto, ele deve ser orientado adequadamente.

Gravidez
Não foram realizados estudos de reprodução em animais com dimesilato de lisdexanfetamina. Foram realizados estudos com o metabólito ativo da lisdexanfetamina, dexanfetamina, isolado ou em combinação com a levanfetamina, conforme observado a seguir.

Efeitos teratogênicos
Gravidez Categoria C
A anfetamina (razão de 3:1 de enantiômeros dextro e levo) não tem efeitos aparentes no desenvolvimento morfológico embriofetal ou sobrevivência quando administrado por via oral a ratas e coelhas prenhes durante o período de organogênese em doses de até 6 e 16 mg/kg/dia, respectivamente. Malformações fetais e morte foram relatadas em camundongos após a administração parenteral de doses de 50 mg/kg/dia ou maiores de dexanfetamina durante a gestação. A administração destas doses também foi associada com toxicidade materna grave.

Vários estudos em roedores indicam que a exposição à anfetamina (dextro- ou dextro,levo-) antes ou logo após o nascimento, em doses similares àquelas usadas clinicamente, pode resultar em alterações neuroquímicas ou de comportamento a longo prazo. Os efeitos sobre o comportamento relatados incluem déficits de aprendizado e de memória, atividade locomotora alterada e mudanças na função sexual.

Não há estudos adequados e bem-controlados em mulheres grávidas. Houve um relato de deformidade óssea congênita grave, fístula traqueo-esofágica e atresia anal (associação de Vater) em um recém-nascido de uma mulher que tomou sulfato de dextroanfetamina com lovastatina durante o primeiro trimestre da gestação. As anfetaminas somente devem ser usadas durante a gravidez se os potenciais benefícios justificarem o potencial risco para o feto.

Efeitos não teratogênicos
Bebês nascidos de mães dependentes de anfetaminas têm risco aumentado de parto prematuro e peso baixo ao nascer. Estes bebês também podem experimentar sintomas de abstinência demonstrada por disforia, incluindo agitação e lassitude significante.

Trabalho de parto e parto
Os efeitos de VENVANSE sobre o trabalho de parto e o parto não são conhecidos em seres humanos.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Amamentação
As anfetaminas são excretadas no leite humano. Mulheres tomando anfetaminas devem ser orientadas a suspender a amamentação.

Abuso e dependência
As anfetaminas têm sido alvo de extenso uso abusivo. Tolerância, dependência psicológica extrema e incapacidade social grave ocorreram. Há relatos de pacientes que aumentaram a dose muito acima dos níveis recomendados. A interrupção abrupta após administração prolongada de dose alta resulta em fadiga extrema e depressão mental; alterações no EEG durante o sono também são observadas. As manifestações de intoxicação crônica com anfetaminas podem incluir dermatose grave, insônia acentuada, irritabilidade, hiperatividade e mudanças de personalidade. A manifestação mais grave de intoxicação crônica é psicose, em geral não diferenciada clinicamente da esquizofrenia.

Estudos em seres humanos
Em um estudo de tendência de abuso, quando doses orais equivalentes de 100 mg de dimesilato de lisdexanfetamina e 40 mg de sulfato de dexanfetamina de liberação imediata foram administrados em indivíduos com história de abuso de drogas, 100 mg de dimesilato de lisdexanfetamina produziram respostas subjetivas em uma escala de “Efeitos de Satisfação da Droga”, “Efeitos da anfetamina”, e “Efeitos Estimulantes” que foram significantemente menores que 40 mg de dexanfetamina de liberação imediata. Entretanto, a administração oral de 150 mg de dimesilato de lisdexanfetamina produziu aumentos nas respostas subjetivas positivas nessas escalas que não eram estatisticamente distintas das respostas subjetivas positivas produzidas por 40 mg de dexanfetamina oral de liberação imediata e 200 mg de dietilpropiona (C-IV).

A administração intravenosa de 50 mg de dimesilato de lisdexanfetamina em indivíduos com história de abuso de drogas produziu respostas subjetivas positivas em escalas de mensuração de “Satisfação da Droga”, “Euforia”, “Efeitos da anfetamina” “Efeitos da benzedrina”, que foram maiores que para o placebo, mas menores que aquelas produzidas por dose equivalente (20 mg) de dexanfetamina intravenosa.

Estudos em animais
Em estudos em animais, o dimesilato de lisdexanfetamina produziu efeitos no comportamento qualitativamente similares àqueles do estimulante do SNC, dexanfetamina. Em macacos treinados para auto-administrar cocaína, o dimesilato de lisdexanfetamina por via intravenosa manteve a auto-administração em taxa estatisticamente menor que a da cocaína, mas maior que a do placebo.

Este medicamento pode causar doping.


O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?

A resposta individual do paciente às anfetaminas varia amplamente. Sintomas de intoxicação podem ocorrer de forma idiosincrásica em doses baixas.

Sintomas
As manifestações de superdose aguda de anfetaminas incluem inquietação, tremor, hiper-reflexia, respiração acelerada, confusão, agressividade, alucinações, estado de pânico, hiperpirexia e rabdomiólise. Fadiga e depressão geralmente seguem-se à estimulação do sistema nervoso central. Efeitos cardiovasculares incluem arritmias, hipertensão ou hipotensão e colapso circulatório. Os sintomas gastrintestinais incluem náusea, vômito, diarreia e cólicas abdominais. Em geral, a intoxicação fatal é precedida por convulsões e coma.

Tratamento
Consultar um Centro de Intoxicação para orientação atualizada e aconselhamento; A conduta na intoxicação aguda por anfetamina é largamente sintomática e inclui lavagem gástrica e administração de carvão ativado, administração de um catártico e sedação. A experiência com hemodiálise ou diálise peritoneal é inadequada para permitir qualquer recomendação. A acidificação da urina aumenta a excreção da anfetamina, mas acredita-se que aumente o risco de insuficiência renal aguda se mioglobinúria estiver presente. Se hipotensão aguda séria complicar a superdose de anfetamina, a administração intravenosa de fentolamina tem sido sugerida. Entretanto, uma queda gradual da pressão arterial resultará quando for atingida sedação suficiente. A clorpromazina antagoniza os efeitos de estimulação central das anfetaminas e pode ser usada para tratar a intoxicação por anfetamina.

A liberação prolongada de VENVANSE no organismo deve ser considerada ao se tratar pacientes com superdose.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.


Composição

VENVANSE 30 mg: Cada cápsula contém 30 mg de dimesilato de lisdexanfetamina equivalente a 17,34 mg de lisdexanfetamina base.

Excipientes: celulose microcristalina, croscarmelose sódica e estearato de magnésio. Cápsula: gelatina, dióxido de titânio, corantes FD&C Red nº 3, FD&C Yellow nº 6
VENVANSE 50 mg: Cada cápsula contém 50 mg de dimesilato de lisdexanfetamina equivalente a 28,91 mg de lisdexanfetamina base.

Excipientes: celulose microcristalina, croscarmelose sódica e estearato de magnésio. Cápsula: gelatina: dióxido de titânio, corante FD&C Blue nº 1.

VENVANSE 70 mg: Cada cápsula contém 70 mg de dimesilato de lisdexanfetamina equivalente a 40,47 mg de lisdexanfetamina base.

Excipientes: celulose microcristalina, croscarmelose sódica e estearato de magnésio. Cápsula: gelatina, dióxido de titânio, corantes FD&C Blue nº1, FD&C Red nº 3, FD&C Yellow nº 6


Onde como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

VENVANSE deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C), protegido da luz.

O prazo de validade de VENVANSE cápsulas é de 24 meses após a data da fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Aparência: as cápsulas de VENVANSE são de cores diferentes de acordo com a concentração de princípio ativo:
Venvanse 30 mg: corpo branco e tampa laranja;
Venvanse 50 mg: corpo branco e tampa azul;
Venvanse 70 mg: corpo azul e tampa laranja.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.


Apresentação

VENVANSE cápsulas 30 mg, 50 mg e 70 mg: frascos com 28 cápsulas.

USO ORAL – USO PEDIÁTRICO DE 6 A 12 ANOS
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Atenção: Pode Causar Dependência Física ou Psíquica


Interações Medicamentosas

VENVANSE pode ser tomado com ou sem alimentos.

Agentes que diminuem os níveis sanguíneos de anfetaminas
Agentes acidificantes da urina
Estes agentes (cloreto de amônio, fosfato ácido de sódio, etc.) aumentam a concentração de espécies ionizadas da molécula de anfetamina aumentando, assim, a excreção urinária.

Tratamento com metenamina
A excreção urinária de anfetaminas é aumentada e a eficácia é reduzida por agentes acidificantes usados na terapia com metenamina.

Agentes que aumentam os níveis sanguíneos de anfetaminas
Agentes alcalinizantes da urina
Estes agentes (acetazolamida, algumas tiazidas) aumentam a concentração de espécies não ionizadas da molécula de anfetamina diminuindo, assim, a excreção urinária.

Inibidores da monoaminoxidase
Os antidepressivos IMAO, assim como um metabólito da furazolidona, retardam o metabolismo da anfetamina. Este retardo potencializa as anfetaminas, aumentando seu efeito sobre a liberação de norepinefrina e outras monoaminas das terminações nervosas adrenérgicas; isto pode causar cefaléias e outros sinais de crise hipertensiva. Uma variedade de efeitos neurológicos e hiperpirexia maligna podem ocorrer, algumas vezes com resultados fatais.

Agentes cujos efeitos por ser reduzidos pelas anfetaminas
Bloqueadores adrenérgicos
Os bloqueadores adrenérgicos são inibidos pelas anfetaminas.

Antihistamínicos
As anfetaminas podem cancelar o efeito sedativo dos antihistamínicos.

Antihipertensivos
As anfetaminas podem antagonizar o efeito hipotensor dos antihipertensivos.

Alcalóides de veratrum
As anfetaminas inibem o efeito hipotensor dos alcalóides de veratrum.

Etosuximida
As anfetaminas podem retardar a absorção intestinal da etosuximida.

Agentes cujos efeitos podem ser potencializados pelas anfetaminas
Antidepressivos tricíclicos
As anfetaminas podem aumentar a atividade dos antidepressivos tricíclicos ou agentes simpatomiméticos; dexanfetamina com desipramina ou protriptilina e, possivelmente outros tricíclicos, causam aumentos acentuados e prolongados na concentração de dexanfetamina no cérebro; efeitos cardiovasculares podem ser potencializados.

Meperidina
As anfetaminas potencializam o efeito analgésico da meperidina.

Fenobarbital
As anfetaminas podem retardar a absorção intestinal de fenobarbital; a administração concomitante de fenobarbital pode produzir uma ação anticonvulsivante sinérgica.

Fenitoína
As anfetaminas podem retardar a absorção intestinal de fenitoína; a administração concomitante de fenitoína pode produzir uma ação anticonvulsivante sinérgica.

Agentes que podem reduzir os efeitos das anfetaminas
Clorpromazina
A clorpromazina bloqueia os receptores de dopamina e norepinefrina inibindo, portanto, os efeitos de estimulação central das anfetaminas e pode ser usada para tratar envenenamento por anfetamina.

Haloperidol
O haloperidol bloqueia os receptores de dopamina inibindo, portanto, os efeitos de estimulação central das anfetaminas.

Carbonato de lítio
Os efeitos anorexígenos e estimulantes das anfetaminas podem ser inibidos pelo carbonato de lítio.

Agentes que podem potencializar os efeitos das anfetaminas
Norepinefrina
As anfetaminas aumentam o efeito adrenérgico da norepinefrina.

Superdose de propoxifeno
Em casos de dose excessiva de propoxifeno, o estímulo do SNC pela anfetamina é potencializado e podem ocorrer convulsões fatais.

Interações com exames laboratoriais
As anfetaminas podem causar elevação significante dos níveis plasmáticos de corticosteróides. Este aumento é máximo no período noturno. A anfetamina pode interferir com as determinações de esteróide na urina.


Informações Legais

Registro MS – 1.6979.0004
Farmacêutico Responsável: Paulo Rogerio Martin Giaquinto
CRF-SP: 18.604
SAC 0800-773-8880
www.shire.com.br


Laboratório

Registrado e Importado por
Shire Farmacêutica Brasil Ltda.

Av das Nações Unidas, 14.171 – 5º andar
São Paulo – SP – CEP: 04794-000
CNPJ: 07.898.671/0001-60
Indústria Brasileira
Fabricado por:
Patheon Pharmaceuticals Inc.

2110 East Galbraith Road
Cincinnati, Ohio, EUA
Ou
Shire Pharmaceuticals Inc
11200 Gundry Lane
Owing Mills, Maryland, EUA
Embalado por
Sharp Packaging Systems, Inc
7451 Keebler Way
Allentown, Pensilvânia, EUA

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